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segunda-feira, 12 de julho de 2010

A GUERRA PAULISTA!

Bom começo dizendo que sexta-feira que passou, completou 78 (setenta e oito) anos que, indignado com a ditadura, imposta por Getulio Vargas, o povo de São Paulo se rebelou lançando-se as armas pelo fim do estado de exceção. Dois anos antes, o presidente Washington Luiz fora deposto e o presidente eleito Julio Prestes impedido de assumir, extinguindo-se de modo violento o período da historia designada por I Republica, OK. Falo que os paulistas não aceitavam a imposição arbitraria de um advogado gaúcho, castrando a autonomia própria da laboriosa província que, aquela época, já se orgulhava da singular condição de sua próspera industrialização e única exportadora dos grãos que geravam dividas para o país. Digo que is 30 mil soldados constitucionalistas, como eram orgulhosamente chamados, arregimentados da então já gloriosa força pública e entre cidadãos civis voluntários, forma as trincheiras enfrentar os 350 mil militares oriundos de todos os cantos do país, ok? Sob o signo da democracia inspirados pelo exemplo deixado pelos acadêmicos Martins, Miragaia, Drausio e Camargo, MMDC, assassinados pelo ditador, durante quase três meses de luta, o sangue do povo paulista escreveu a epopéia singular digna de heróis. Portanto a inferioridade de homens e armas aguçou a criatividade dos engenheiros e militares de São Paulo, que para suprir as deficiências idealizou as matracas, espécie de reco-reco, cujo som lembrava os das metralhadoras, de forma a tentar enganar as forças federais muito superiores em armas e munições. O trem de aço, construído nas metalúrgicas de Campinas, munidos de armamento pesado, circulava pelo Vale do Paraíba impondo respeito e acovardando os adversários que recuavam a cada investida. Cercados pelas forças militares do caudilho, a população de São Paulo, desprovida de navios, teve o Porto de Santos cercados pelos navios da marinha de guerra impedindo que chegassem armamentos encomendados e com um único avião bimotor enfrentaram a aviação a serviço do Exercito brasileiro que não dava trégua às frentes de batalhas, que eram incessantemente bombardeadas. Frustrados em presenciar o seu invento servir de instrumento para morte de brasileiros, aquela época no Guarujá, Santos Dumont, o pai da aviação, suicidou-se. Concluo que, sozinhos e isolados, sem que chegassem os reforços prometidos por Mato Grosso e Paraná, o ditador sufocou o povo paulista, que igual ao aço, quebrou, mas não se curvou. Digo que a Guerra Paulista não pode ser esquecida, ok? Defino dizendo que revelou a coragem própria de um povo que soube se organizar e atingir objetivos, pois 9 de julho deu inicio à “Revolução de 32”, que São Paulo perdeu nas armas, porém ganhou com a Carta Magna, em 1934, ok? Minha reflexão é que São Paulo impôs a legalidade e manteve como mantém, até os nossos dias, a grande liderança que exerce “Non Duco, Ducor”, “Pro Brasilian Fiant Eximia” (conduzo, não sou conduzido). Defino dizendo que pelo Brasil, “façam-se grandes coisas”. Ok?
Deixo aqui nessas linhas escritas um pouco da história de 9 de julho de 1932. ok

Adalberto do E. S. Alves – Professor e pedagogo – 12 de julho de 2010.

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