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segunda-feira, 12 de julho de 2010

A COPA DOS QUADRADOS !!!!

Bom começo dizendo que a observação tem sido recorrente em rodas de conversa, ou seja, esta Copa não tem o charme de outras, ok? Falo que a globalização do futebol deu nisso, tornou a Copa Quadrada ok? Digo que a mesma sensação se aplica à Copa Política cujos primeiros lances apontam para uma disputa acirrada entre os dois principais contendores, porém sem os toques emotivos que transformavam as disputas do passado em Festas Cívicas. Se na África do Sul as vuvuzelas cumprem o papel auxiliar de animar espetáculos pouco vibrantes e coroar resultados previsíveis, por aqui se pode apostar que as cornetas nas ruas serão raras, eis que a formatação do torneiro tende a arrefecer as torcidas das galeras e a atenuar o impacto da vitória. O “ animus animandi”de uma campanha política depende, como se sabe, do estado d`alma da nação. Quanto mais alta a febre de uma população, mais intenso será o calor do debate, mais acalorada as discussões entre elas simpatizantes e mais acirradas os debates entre postulantes.. A recíproca é verdadeira. Apesar da corrosão de certas partes do corpo social, principalmente na saúde e da educação, imensas parcelas tem sido amparadas pelos braços assistencialistas do governo sob o empuxo de uma política econômica que abriu as comportas do consumo. Espelho disso é o índice de aprovação da figura do presidente. Sob a vigorosa arquitetura de proteção social e o escudo da economia se desenvolverá a contenda eleitoral, pelo que se pode inferir situação mais cômoda para quem representa a marca Lula e maior dificuldade para quem lhe faz oposição. A par dessa situação, mais um fator deverá agir sobre o processo decisório, a certeza do eleitor de que, seja quem for o vitorioso, o país deverá continuar nos trilhos. Esse é um diferencial entre esse e outros pleitos, como se recorda, na campanha de 2002, para tranqüilizar o ânimo nacional, Luiz Inácio teve que produzir uma carta ao povo brasileiro, com compromisso que servirão de anzol para capturar a credibilidade social, ok? Concluo que, de lá para cá, o temor de que o país enverede por caminhos oblíquos foi diminuindo a ponto de hoje constituir-se em ponto de interrogação na mente de grupos cada vez mais estreitos. Continua a ver certo receio em relação ao PT , mas esse partido dá amostra de ter adotado a cartilha pragmática, sem a qual inviabilizaria as alianças em torno de seu projeto de poder. Defino dizendo que esse fatos se juntam outros, a detonar que a campanha não carreará tanto a emoção das bases. Lula não é candidato, apesar do papel de sombra e guarida, ok? Minha reflexão é que Serra e Dilma por sua vez, não se enquadram no figurino carismático. Da nobre Marina até pode se pinçar ligeiro traço, ok? Já Dilma e Serra figuram lado a lado na régua da gestão, disputando a propriedade da expressão técnica, uma estatística para arrematar a idéia, o Modus Operandi, para comprovar conhecimento de causa. Defino dizendo que a administram uma locução retilínea, sem altos e baixos, dispensando a retórica retumbante dos fechos discursivos. Mais uma razão para o eleitor avaliá-los pela lupa, e não pela veia emotiva, ok. AS ELEIÇÕES ESTÃO PRÓXIMAS.


Adalberto E. S. Alves – professor e pedagogo – 12 de julho de 2010

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