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segunda-feira, 21 de junho de 2010

O FIM DA INCOMPETÊNCIA!!!

Bom começo, dizendo que casar com a filha do dono da empresa, arrumar emprego público, ter padrinho político ou obedecer piamente às ordens do chefe, eram, em linhas gerais, os caminhos para o sucesso no Brasil. Falo que, o QI era sinônimo de “quem indica”. Ter mestrado no exterior, falar cinco idiomas, desenvolver nova tecnologia, caminhos certos para o sucesso no primeiro mundo, em nada adiantavam. As empresas brasileiras mamando nas tetas do governo, com créditos subsidiados, numa economia protegida, eram obviamente super-rentáveis, mesmo sem, muita sofisticação administrativa. Até um perfeito imbecil tocava uma empresa brasileira naquelas condições, fato que irritava sobremaneira à esquerda e os acadêmicos, que na época dirigiam a economia. Está aí uma das razões menos percebidas da onda de estatização a que assistimos no Brasil. Contratar pessoas competentes, além de não ser necessário, era desperdício de dinheiro. Num país em que se vendiam carroças a preço de carro importado, engenheiros especializados em airbags morriam de fome, competência num ambiente daqueles não tinha razão para ser valorizada. Os jovens naquela época ao viam necessidade de adquirir conhecimentos, só precisavam passar de ano. Alunos desmotivados geraram colegas professores desmotivados, instalando um perverso circulo vicioso que tomou conta das nossas escolas. Bom tudo isso, felizmente, já está mudando. Empresários incompetentes estão quebrando ou vendendo o que sobrou de suas empresas para multinacionais. Por muitos anos, quem no Brasil tivesse um olho era Rei. Daqui para frente, serão necessários dois olhos, e bem abertos. Digo que sai o sábio e erudito sobre o passado e entra o perspicaz previsor do futuro. Sai o improvisador e o esperto, entra o conhecedor do assunto. A regra básica daqui para frente é a competência. Competência profissional, experiência prática e não teórica, habilidades de todos os tipos. De agora em diante, seu sucesso será garantido não por quem o conhece, mas por quem cofia em você. Estamos entrando numa nova era no Brasil, a era da meritocracia. Aqueles bônus milionários que um famoso banco de São Paulo vive distribuindo, não são para os filhos do dono, mas para os funcionários que demonstraram mérito. Felizmente, para os jovens que querem subir na vida, o mérito será remunerado, e não desprezado. Falo que já se foi a época em que o melhor aluno da classe era ridicularizado e chamado de “CDF”. Se seu filho de classe média não está levando o 1º e o 2º grau a sério, ele será rudemente surpreendido pelos filhos de classes mais pobres, que estão estudando como nunca. As classes de baixa renda foram as primeiras a perceber que era “do status” que acabou. Concluo que hoje, até filho de rico precisa estudar, e muito, ok? Vinte anos atrás, eram poucas as empresas brasileiras que tinham programas de recrutamento nas faculdades.Hoje, as empresas possuem ativos programas de recrutamentos nas faculdades, não somente aqui, mas também no exterior. Infelizmente, os milhares de jovens competentes de gerações passadas acabaram não se desenvolvendo e tiveram seu talento tolhido pelas circunstâncias. Defino dizendo que, talvez eles não tenham mais pique para desfrutar essa nova era, e em minha opinião essa é a razão da profunda insatisfação atual na velha classe média. Mas os jovens de hoje, especialmente, aqueles que desenvolveram um talento, os estudiosos e competentes, poderão finalmente dormir tranqüilos. Não terão mais de casar com a filha do dono, arrumar um padrinho, aceitar desaforo de um patrão imbecil, ok? Minha reflexão é que o talento voltou a ser valorizado e remunerado no Brasil como é mundo afora. Talvez ainda mais assustador seja reconhecer que o Brasil não será mais dividido entre ricos e pobres, mas sim entre competentes e incompetentes. Os incompetentes que se cuidem, ok? PARA REFLETIR!!!

Adalberto E. S. Alves – professor e pedagogo – 21 de junho de 2010.

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