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terça-feira, 3 de agosto de 2010

FALTA DE INSTRUÇÃO DO ELEITORADO!!!!

Começo dizendo que o Brasil possui 27 milhões de eleitores analfabetos ou que sabem ler e escrever, mas nunca freqüentaram uma escola. Digo que isto é muito triste e assusta; lança dúvidas a respeito da qualidade do voto que escolhe parlamentares e governantes. Afinal, como esse eleitor toma sua decisão? Quais são suas características e preferências? Bom, falo que para responder à essas questões, é importante analisar a falta de instrução dentro de um quadro mais amplo. Normalmente, ela está associada a outros problemas como a pobreza e a falta de oportunidade. A literatura especializada costuma tratar este tipo de eleitor como sendo mais vulnerável às propostas clientelistas de compra e de venda de votos. Faz sentido. Não é o caso de dizer que essas pessoas são eticamente inferiores. O problema tem outra natureza, normalmente às perspectivas de melhoria de vida delas estão ligadas a algum tipo de ajuda governamental. Políticos se oferecem como intermediários dessas pessoas junto ao poder; caso precise de uma ambulância, no meio da noite, por exemplo, saberá para quem ligar, ok? Claro, o elemento de troca do eleitor seria o voto. Se isolarmos a variedade educacional, o analfabetismo incidiria diretamente sobre a incapacidade do eleitor de acessar meios de informação ou de construir vários pontos de vista sobre uma questão. Esse eleitorado tende a replicar hábitos que lhes foram passados por costume, como voto por indicação. Concluo que, a tendência desse grupo é replicar aquilo que o pai ou o avô faziam, sem muita capacidade critica. Por esse motivo, é muito comum escutar, mesmo nos grandes centros, pessoas dizendo que irão votar “naquele candidato que der uma ajudazinha para a família”, assim como se fazia no Tempo dos Coronéis. Defino dizendo que outra conseqüência é a falta de condições de enxergar diferenças entre as alternativas políticas disponíveis. OK? Minha reflexão é que, é um problema fatal para a democracia, pois ela é um sistema interminável que funciona na base de tentativa e erro; punindo os políticos ruins e premiando os bons. Se a capacidade de distinguir quem é quem é comprometida, a democracia perde atratividade. Defino dizendo que a falta de instrução do eleitorado mostra que o aperfeiçoamento da classe política passa pela qualificação dos eleitores; ainda há muito por fazer, ok? PENSEM NISSO E A ELEIÇÕES ESTÃO CHEGANDO

Adalberto do E. S. Alves – professor e pedagogo, - 03 de agosto de 2010.

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